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Todos indicados ao STF aprovados desde 1988; veja placares

O advogado-geral da União, Jorge Messias, conta com um histórico favorável na corrida pela vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Desde a redemocratização em 1988, o ministro que menos recebeu votos no Senado foi Francisco Rezek, em 1992, com 45 votos favoráveis. Em toda a história do Brasil, apenas cinco indicados foram reprovados, todos em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.

Para ser aprovado, Messias precisa de 41 votos do Senado. O governo está otimista após um período de tensão com o Legislativo. A CNN mostrou que o Planalto aponta 50 votos favoráveis, enquanto a oposição prevê menos de 35 votos.

Atrás de Rezek, três ministros tiveram 47 votos: Celso de Mello (1989), André Mendonça (2021) e Flávio Dino (2023). Mendonça e Dino lideram em votos contrários, com 32 e 31, respectivamente. O ministro mais votado foi Luiz Fux (2011), com 68 votos favoráveis, seguido por Ellen Gracie, com 67, e Joaquim Barbosa, com 66.

Para analistas, o contexto político influencia as votações. Roberto Goulart Menezes, cientista político, disse que a baixa votação de Rezek refletiu a crise do governo Collor. Débora Messenberg, professora da UnB, afirmou que a polarização política está definindo um cargo que deveria ser técnico.

Messias faz uma ofensiva para garantir votos, reunindo-se com congressistas da oposição. Ele se encontrou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que garantiu um ambiente equilibrado, mas sem apoio explícito. O indicado é o terceiro de Lula ao STF, após Cristiano Zanin e Flávio Dino. A sabatina na CCJ está marcada para 28 de abril.

Sobre o autor: Agência de Notícias

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