Na tarde desta terça-feira (12), uma operação conjunta de forças de segurança resultou na apreensão de 1.190 quilos de maconha e na prisão de quatro pessoas. A droga estava escondida em uma carreta abordada na rodovia MS-156, em Caarapó, cidade localizada a 273 quilômetros de Campo Grande.
O empresário Raphael Henrique Viveros Arevalo, de 40 anos, foi preso como suspeito de envolvimento no transporte da carga ilícita. Os fardos de maconha estavam sob camadas de paletes e foram localizados com a ajuda de cães farejadores durante a fiscalização.
O motorista da carreta apresentou uma nota fiscal com informações contraditórias sobre a carga, o que levantou suspeitas e levou os policiais a vistoriarem o semirreboque graneleiro. Segundo o condutor, ele carregou a droga em Coronel Sapucaia e receberia R$ 40 mil pelo transporte. Ele também afirmou que aguardava instruções de um “patrão”, que seguia à frente da carreta em um Volkswagen Gol.
Equipes abordaram o carro citado pelo motorista e encontraram Raphael, seu filho Felipe Henrique Trindade Arevalo, de 25 anos, e Marcos Paulo da Silva Lima, de 40 anos. Os três moram em Ponta Porã. Conforme a polícia, Raphael possui antecedente por tráfico de drogas. Já Marcos Paulo tem registros por roubo, receptação, homicídio e violência doméstica.
Os quatro envolvidos foram levados para a Delegacia da Polícia Federal em Dourados, onde foram autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Participaram da ação equipes da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
Apreensão em rodovia reforça fiscalização no interior
A operação desta terça-feira faz parte de um esforço contínuo das forças de segurança para coibir o transporte de drogas nas rodovias do Mato Grosso do Sul. A região de fronteira, como a cidade de Coronel Sapucaia, é frequentemente usada como rota para o tráfico de entorpecentes. A utilização de cães farejadores tem sido uma ferramenta eficaz na localização de cargas ocultas, como a encontrada na carreta.
As investigações seguem para apurar a extensão da rede de envolvidos no transporte e a origem da droga. A Polícia Federal em Dourados continuará responsável pelo caso.
