O ensino médio das redes públicas de Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas registrou aumento no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em 2025. A melhora, no entanto, exige cautela: nas quatro cidades, o desempenho dos estudantes nas provas caiu e o avanço do indicador foi sustentado pelo crescimento das taxas de aprovação.
Em Campo Grande, o Ideb do ensino médio passou de 3,8 em 2023 para 4,2 em 2025, avanço de 0,4 ponto. A nota colocou a Capital abaixo de Dourados e Três Lagoas, mas acima de Corumbá. O indicador de rendimento, que considera a aprovação dos estudantes, subiu de 0,83 para 0,92 na rede pública campo-grandense. Ao mesmo tempo, a nota média padronizada das provas de matemática e língua portuguesa recuou ligeiramente, de 4,60 para 4,59.
Na prática, a melhora do Ideb da Capital ocorreu porque mais alunos foram aprovados, e não porque o desempenho nas avaliações avançou. O Ideb combina os resultados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) com as taxas de aprovação. Por isso, uma rede pode elevar o índice mesmo quando as notas das provas caem, desde que o fluxo escolar apresente melhora suficiente.
Entre os quatro maiores municípios analisados, Dourados apresentou o maior crescimento. O índice passou de 3,7 para 4,3, alta de 0,6 ponto. O município também registrou forte aumento no indicador de rendimento, que saiu de 0,80 em 2023 para 0,92 em 2025. Já a nota média das avaliações caiu de 4,66 para 4,63. Com o resultado, Dourados ficou com o segundo melhor Ideb do grupo, atrás apenas de Três Lagoas.
Corumbá passou de 3,8 para 4,1, crescimento de 0,3 ponto. O indicador de rendimento subiu de 0,88 para 0,98, enquanto a nota das provas caiu de 4,37 para 4,20, o maior recuo entre as quatro cidades. Apesar da melhora geral, Corumbá permaneceu com o menor Ideb do grupo em 2025.
Três Lagoas manteve o melhor desempenho entre as maiores cidades de Mato Grosso do Sul. O Ideb subiu de 4,3 para 4,4, avanço de 0,1 ponto. O crescimento foi o menor do grupo. A taxa de rendimento passou de 0,93 para 0,96, enquanto a nota média das provas recuou de 4,66 para 4,57.
Os números mostram um padrão comum nas quatro cidades: houve melhora no fluxo escolar, com mais estudantes aprovados, mas sem avanço correspondente na aprendizagem medida pelas avaliações.
