O pai do homem preso por se passar por médico em um hospital particular de São Paulo também exerceu a profissão ilegalmente, segundo a polícia. As investigações indicam que o suspeito, que já atuava na área da saúde sem registro, teria influenciado o filho a seguir o mesmo caminho.
De acordo com as autoridades, o pai do falso médico foi identificado durante as apurações do caso. Ele teria trabalhado em unidades de saúde sem possuir o diploma de medicina ou registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). A polícia agora investiga se ele também aplicou procedimentos invasivos em pacientes.
O caso ganhou destaque após a prisão do filho, que foi flagrado atendendo em um hospital particular na zona leste da capital paulista. Imagens de câmeras de segurança mostraram o suspeito realizando consultas e até aplicando injeções em pacientes. A unidade de saúde informou que está colaborando com as investigações.
A polícia acredita que os dois agiam em esquema há pelo menos dois anos. Durante as buscas na casa da família, foram apreendidos documentos falsos, carimbos e receituários médicos. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) emitiu nota repudiando a prática e reforçou a importância da fiscalização.
Os dois suspeitos foram indiciados por exercício ilegal da medicina, falsificação de documentos e estelionato. Eles permanecem presos à disposição da Justiça. A polícia não descarta a existência de mais vítimas e pede que pessoas que tenham sido atendidas por eles procurem as autoridades.
Em um caso separado, um vídeo que circula nas redes sociais mostra um homem suspeito de se passar por médico aplicando uma injeção em uma mulher na rua, em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. A gravação, que dura cerca de 30 segundos, mostra o indivíduo realizando o procedimento em via pública, sem qualquer equipamento de proteção. A polícia investiga se ele também fazia parte do mesmo esquema criminoso. Até o momento, ninguém foi preso por esse episódio.
