O dólar fechou em alta de 0,53% nesta segunda-feira (10), cotado a R$ 5,1106, com investidores atentos ao impasse entre Irã e Estados Unidos sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. A indefinição sobre a passagem de embarcações elevou o preço do petróleo e aumentou a cautela nos mercados. O Ibovespa recuou 0,19% e encerrou aos 172.180 pontos.
A moeda americana acumula alta de 0,53% na semana e de 0,81% em agosto. No ano, porém, o dólar registra queda de 6,89%. O Ibovespa soma perda de 3,27% no mês e avanço de 6,86% em 2026.
O petróleo subiu cerca de 5% diante das dúvidas sobre a oferta global. O barril do Brent, referência internacional, avançou 5,01%, para US$ 87,74, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) subiu 5,13%, a US$ 82,19. O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que não pretende reabrir a passagem enquanto os Estados Unidos não atenderem às condições apresentadas por Teerã. Entre as exigências estão o fim do bloqueio naval e das sanções americanas, além da liberação de ativos iranianos congelados. O governo iraniano também cobra a retirada de tropas americanas das proximidades do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), rejeitou a cobrança de indenizações feita pelo Irã. Washington também exige garantias de segurança para a navegação pelo estreito e mudanças no programa nuclear iraniano. As divergências mantêm as dúvidas sobre quando o tráfego comercial poderá voltar ao normal.
O mercado também acompanha nesta semana novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos. Os indicadores americanos podem influenciar as expectativas sobre as próximas decisões de juros do Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos. No Brasil, a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) será divulgada nesta terça-feira (11).
