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Brazil launches conciliation hearings for Guns N’ Roses show with 232 complaints

O Procon Mato Grosso do Sul iniciou nesta quarta-feira (13) as audiências de conciliação entre consumidores e a empresa promotora do show da banda Guns N’ Roses, realizado em abril, em Campo Grande. Até o momento, o órgão contabiliza 232 reclamações relacionadas ao evento.

As audiências ocorrem de forma presencial na sede do Procon-MS, localizada na Rua Padre João Crippa, nº 3115, além da modalidade on-line. Segundo a instituição, vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), foram reservadas pautas específicas e individuais para atender a demanda dos consumidores.

Os processos seguem as normas previstas no CDC (Código de Defesa do Consumidor) e no Decreto Estadual nº 15.647/21, que regulamenta a apuração de infrações contra o consumidor em Mato Grosso do Sul. O número de audiências realizadas dependerá do comparecimento das partes nos horários agendados.

De acordo com o Procon, a empresa promotora aderiu à CIP (Carta de Informação Preliminar) eletrônica após responder ao PIP (Procedimento de Investigação Preliminar). Com isso, futuros consumidores que registrarem reclamações poderão receber respostas de forma mais rápida.

O órgão ressaltou que sua atuação ocorre na esfera administrativa, buscando promover acordo entre consumidores e empresa. Caso não haja conciliação, o mérito do caso poderá ser analisado, inclusive com possibilidade de aplicação de sanções.

A investigação do Procon sobre o show do Guns N’ Roses foi aberta em abril, após consumidores relatarem dificuldades para acessar o show realizado no dia 9 de abril, no Autódromo de Campo Grande. Inicialmente, 17 pessoas formalizaram reclamações, apontando atrasos e perda parcial da apresentação.

Com o avanço das denúncias, o número de registros aumentou gradativamente, chegando a 162 reclamações duas semanas após o evento e alcançando agora 232 ocorrências formalizadas.

O show foi marcado por congestionamentos na BR-262, onde motoristas enfrentaram até sete horas de fila em um trecho que chegou a registrar aproximadamente 14 quilômetros de lentidão. Muitos fãs, presos no trânsito em carros e ônibus fretados, seguiram a pé até o local do evento.

Consumidores relataram falta de organização no tráfego, ausência de agentes para orientar o trânsito e demora no acesso ao estacionamento. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) também apontou falhas no plano de mobilidade apresentado pela organização, incluindo dificuldades na leitura de QR Codes e problemas operacionais no acesso ao evento.

Sobre o autor: Agência de Notícias

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