A deputada federal Camila Jara (PT) anunciou que a segunda etapa da Lei do Pantanal será apresentada entre os dias 10 e 11 de agosto. A informação foi dada ao Campo Grande News. Desta vez, o foco será o desenvolvimento social e a geração de renda para comunidades tradicionais.
De acordo com a parlamentar, a nova fase da proposta prevê ações para ribeirinhos, povos originários e moradores da região pantaneira. A ideia é aliar a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico. Camila Jara afirmou que essa é uma das principais entregas do mandato e que o texto busca incentivar atividades econômicas compatíveis com a conservação do bioma.
“Vai ter a parte do desenvolvimento social, principalmente para as comunidades ribeirinhas, os povos originários e a população local, que é para gerar renda através do meio ambiente em pé preservado. Então concluímos essa etapa, que foi uma das principais lutas desse mandato”, disse.
Sobre a relação com o governo federal, a deputada afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem acompanhado as demandas dos estados. Segundo ela, Lula demonstra atenção especial a Mato Grosso do Sul. “O presidente Lula tá tendo esse cuidado muito especial com os estados. Acho que a cada duas semanas ele tá chamando a gente lá para estar discutindo com ele”, declarou.
Camila Jara disse que o interesse do presidente está ligado ao potencial estratégico de Mato Grosso do Sul. O planejamento do governo federal, segundo ela, é estimular a industrialização da produção estadual. A ideia é agregar valor às commodities antes da exportação e fortalecer a agricultura familiar. “O presidente Lula sabe que o Mato Grosso do Sul não pode continuar sendo só apenas um estado agroexportador. A ideia é que a gente consiga fazer com que tudo que a gente exporta aqui passe pelo beneficiamento aqui mesmo”, afirmou.
A estratégia inclui a instalação de pequenas indústrias de bioinsumos nas sete regiões do Estado. O objetivo é abastecer agricultores familiares e incentivar novos empreendimentos ligados ao agronegócio e à indústria. A medida, segundo a deputada, teria reflexos na geração de emprego e na redução do preço dos alimentos.
Ao fazer um balanço dos três anos e meio de mandato, Camila Jara afirmou que o período teve desafios, mas também avanços em áreas como assistência social, educação, direitos das mulheres e reforma tributária. Ela disse que a experiência reforça a necessidade de continuar o trabalho no Congresso Nacional. “Quando nós vemos as coisas sendo executadas aqui na ponta, transformando a vida das pessoas, a gente fica com aquele sentimento de que nós precisamos continuar. Tem muita coisa para ser feita, mas tem muita coisa que já foi feita”, afirmou.
Jara também disse que pretende concentrar esforços na educação. Segundo ela, parte das emendas parlamentares já foi destinada ao fortalecimento do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul). Os recursos foram usados em restaurantes universitários, laboratórios e equipamentos tecnológicos. A deputada afirmou ainda que pretende ampliar projetos para jovens, com a implantação de um modelo inspirado no Moinho Cultural em cada uma das sete regiões de Mato Grosso do Sul.
