Preso nesta quinta-feira (dia 21) em operação da Polícia Federal, o empresário Pedro Henrique Galvão de Oliveira, de 27 anos, é sócio de casa de festas no Jardim dos Estados, construtora no Jardim São Conrado e drogarias no Jardim Leblon e Residencial Oiti. As empresas foram abertas entre 2021 e 2025, todas em Campo Grande.
A construtora tem capital social de R$ 5 mil. O maior valor é o das farmácias, com R$ 100 mil para cada. O local de eventos traz o slogan “onde a noite ganha vida” na página em rede social. A casa estava fechada na manhã de hoje.
Na residência de Pedro Henrique, no condomínio Sky Residence, na Vila Planalto, a PF apreendeu um Ford Mustang, veículo que pode valer meio milhão de reais, uma caminhonete Amarok e um Virtus. Os policiais ainda levaram computadores e malote.
As investigações apontaram um esquema de ocultação patrimonial que teria movimentado mais de R$ 120 milhões. A ação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio patrimonial na Capital e em Campo Limpo Paulista (SP).
Conforme a PF, a apuração começou em 2023, após comunicação da Caixa Econômica Federal sobre um site que comercializava cartões bancários fraudados. Isso levou à identificação do principal suspeito e de outros integrantes do grupo criminoso.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos celulares, computadores, veículos, joias, dinheiro em espécie, criptoativos e imóveis. A operação integra as ações do Projeto Tentáculos, iniciativa da Polícia Federal em parceria com a Febraban e instituições financeiras para o combate às fraudes bancárias eletrônicas. A ação conta com 44 policiais federais.
O nome da operação, “Cyber Trap”, faz referência à atuação da organização criminosa no ambiente cibernético e à estrutura fraudulenta usada para captar vítimas e ocultar valores ilícitos. A reportagem não localizou a defesa do empresário.
