
| Publicado em | 16 de agosto de 2026 |
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| Editoria | Notícias |
| Tempo de leitura | 3 min |
A fé e a tradição marcaram mais uma edição da Festa de Nossa Senhora da Vitória, realizada neste sábado (15) no Jardim Pênfigo. O evento reuniu moradores em um dia de devoção, comidas típicas e confraternização.
Para o barbeiro Luiz Carlos, de 47 anos, a devoção à santa se confunde com a própria história de vida. Morador da comunidade, ele participa da festa há anos e afirma que a fé está presente tanto nos momentos de alegria quanto nas dificuldades. "Tudo que eu tenho na minha vida é tudo perante essa Nossa Senhora da Vitória. Ela tem me trazido muita alegria, muita vitória", conta. Segundo ele, a fé também aparece nos dias difíceis. "Às vezes cansado, às vezes as coisas dão errado, a gente comunica: Nossa Senhora da Vitória está com a gente."
A celebração, que já virou tradição entre os moradores, é organizada de forma coletiva. A preparação começa antes dos dias de festa, com a comunidade se reunindo para dividir tarefas e decidir em conjunto cada detalhe da programação. A festa acontece após três dias de tríduo e conta com barracas de comidas, brincadeiras e música ao vivo.
Zilda da Silva, de 54 anos, é uma das organizadoras. Ela conta que, embora a tradição exista há anos, a festa passou a ocorrer de forma contínua nos últimos seis anos. O envolvimento dos moradores é o que mantém a celebração viva.
Margarida da Silva, de 51 anos, ajuda todos os anos com o marido Wagner e a família. Para ela, a festa é uma experiência que mistura cansaço e gratidão. "A gente trabalha muito, cansa muito, mas a alegria de estar servindo ao Senhor, de estar buscando as coisas pra casa de Deus, é muito gratificante." Ela acredita que a festa também aproxima pessoas que não convivem no dia a dia.
O professor José Wilson, de 47 anos, participa da festa pelo segundo ano. Morador em frente à igreja, ele conta que se envolveu naturalmente com a celebração. "Não tem como não se envolver com a festividade aqui da igreja", diz. Vindo de outra comunidade da Paróquia Cristo Rei, ele afirma ter sido recebido de forma acolhedora e destaca o empenho dos moradores em cuidar do espaço.
O casal Jossiane Martins, de 50 anos, e Hilton Franco, de 54, também colocou a celebração no calendário. "É uma comunhão, a comunidade se reúne, é fantástico porque além do espiritual tem o social", resume Jossiane. Hilton completa que os momentos de descontração também fazem parte da experiência de estar em comunidade.
Na festa, cada detalhe preparado pelos moradores ganha um significado diferente. Arroz carreteiro, espetinho, pastel e bingo são algumas das atrações, mas o principal está no gesto coletivo de preparar tudo com as próprias mãos. "São pessoas que fazem, não é a contratação de profissionais. É feito com muito carinho", afirma o casal.
Para Luiz Carlos, é essa união que dá sentido à celebração. Ele conta que, junto da esposa, procura participar da organização e acolher quem chega. "Não é aquela coisa festiva, mas sim aquela partilha do momento dos irmãos juntos, da confraternização", explica.


