Três sindicatos pediram à Justiça a suspensão das eleições da Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), realizadas no dia 12 de maio. O pleito definiu a diretoria para o período de 2026 a 2030. O presidente eleito, Juliano Wertheimer, deveria tomar posse em 16 de junho. No entanto, a federação informou que o resultado ainda é provisório por causa de votos sub judice.
A disputa foi apertada. A Chapa 2, chamada “Renovação” e liderada por Juliano, venceu por 8 votos contra 7 da Chapa 1, “Consolidação”, comandada por Edison Araújo, que estava há 16 anos na presidência da federação e queria continuar no cargo.
Os sindicatos que entraram com o pedido são o Sindicfc/MS (Sindicato dos Centros de Formação de Condutores), o Sindiconstru/MS (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção de Campo Grande) e o Sindha/MS (Sindicato de Hotéis, Bares e Similares). A defesa aponta possíveis irregularidades, como ausência de filiação regular, inatividade cadastral, inadimplência, CNPJ inativo e dupla filiação.
O advogado Ademar Chagas, que representa os sindicatos, explicou que três entidades votaram por meio de liminar. “Essas liminares deram condições para que eles participassem do pleito, essa participação precária não houve possibilidade da chapa 1 e nem a comissão eleitoral discutir, porque foi decisão judicial e se cumpre”, disse. Agora, a defesa busca uma tutela para suspender as eleições e manter a diretoria atual até que o mérito das ações seja julgado.
“Cada um tem um tipo de irregularidade, ao nosso ver, tecnicamente e juridicamente. Há irregularidade nos sindicatos, portanto, no voto. A medida que buscamos é a preservação da Fecomércio enquanto órgão do comércio, do serviço e dos atacadistas”, completou Chagas. A advogada Telma Marcon afirmou que o objetivo é evitar insegurança jurídica para as duas partes. “O objetivo é que as coisas se acomodem, a justiça se estabeleça e com isso venha a decidir uma situação de forma definitiva”, destacou.
Juliano Wertheimer, presidente do Sindha e candidato eleito, disse que está filiado regularmente desde dezembro de 2022. Ele afirmou que a eleição foi conduzida pela própria federação. “A nomeação da comissão eleitoral foi exclusiva da presidência. Não tivemos direito de nomear ninguém. Todo o processo ocorreu com o controle da federação”, declarou. Sobre os votos sub judice, Wertheimer contestou: “Quem está sub judice vota apartado. O juiz mandou votar em igualdade. Estão pedindo anulação da eleição e prorrogação do mandato. Nem um dos dois é permitido”.
O Campo Grande News também entrou em contato com o Sindicfc e o Sindiconstru e aguarda retorno.
