O desembargador aposentado João Batista da Costa Marques, de 80 anos, teve a casa invadida na manhã deste domingo (3), por volta das 8h10, no Bairro Jardim Autonomista, em Campo Grande.
Segundo relato da vítima, o criminoso pulou o muro de uma residência em frente e, em seguida, invadiu o imóvel. O guarda que presta serviço ao desembargador havia saído às 7h, o que facilitou a ação.
O invasor entrou diretamente no closet. O desembargador contou que acordou com o barulho de gavetas sendo abertas e fechadas. Ao verificar o que acontecia, abriu a porta e se deparou com o suspeito. Imediatamente, fechou a porta do cômodo.
“Parecia que buscava dinheiro para comprar droga”, relatou. Ao perceber que havia sido visto, o suspeito fugiu. João acredita que o homem possa ter imaginado que ele pegaria uma arma.
A Polícia Militar foi acionada por meio do Tribunal de Justiça e chegou rapidamente ao local, acompanhada de delegado e equipe de perícia. O suspeito levou R$ 800 que estavam na carteira do desembargador, dentro do closet.
A ocorrência foi registrada de forma online. Câmeras de segurança registraram toda a ação, o que pode ajudar na identificação do autor. Na imagem, o suspeito, vestindo bermuda, casaco vermelho, tênis e boné, para em frente ao imóvel, observa por baixo do portão e, na sequência, escala a estrutura para invadir a residência.
Apesar do susto, ninguém ficou ferido. “Graças a Deus deu tudo certo”, afirmou o desembargador. Ele também relembrou um episódio de violência ocorrido há 14 anos. Na ocasião, por volta das 20h, cerca de três homens armados invadiram a residência, o agrediram e colocaram uma arma em seu ouvido. Os criminosos roubaram um relógio da marca Rolex, um notebook, cerca de R$ 8 mil e uma pistola ponto 40. Os suspeitos foram presos posteriormente.
Após o novo caso, a vítima informou que pretende reforçar a segurança da residência. Segundo ele, havia um problema na cerca elétrica que ainda não havia sido resolvido. “Agora vou reforçar tudo”, afirmou.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe policial foi acionada e se deslocou até o endereço para atender a denúncia de roubo, acompanhada por peritos da criminalística. Também estiveram no local equipes especializadas, como o GOI (Grupo de Operações e Investigações), além de policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e um representante do setor de inteligência do Tribunal de Justiça, bem como um amigo da vítima.
Funcionários da residência e um vigilante da rua foram identificados como testemunhas. Houve tentativa de contato com a empresa responsável pelo sistema de monitoramento da casa, mas sem retorno. A perícia recolheu impressões digitais e também uma amostra de fezes encontrada na casa abandonada em frente, que foi devidamente acondicionada para análise.
